quinta-feira, maio 31, 2007

Ainda, a greve!

Ao fim de 33 anos e, por muito estranho que pareça, ainda não aprenderam nada. Tão certo como a morte e os impostos, os grevistas só pedem uma coisa: Direitos. Tudo gira em torno de direitos. É direito a melhores condições de trabalho, é direito a menos carga horária, é direito a um melhor ordenado, é direito a melhores reformas, é direito a tudo e mais alguma coisa. Agora, esquecem-se de uma contraposição essencial de qualquer regime democrático, ou seja, Direitos-Deveres. Se não houver ligação entre estes dois conceitos, não estaremos perante uma democracia. Mais, não percebem que com as greves (sem fundamento) os desejados direitos, dificilmente serão concedidos. Ora, se um grevista faz uso do seu direito (greve) constitucionalmente protegido, com o objectivo de melhores condições (tomemos por exemplo, o pedido de aumento de salário), não trabalha. Portanto, se não trabalha, não produz. Assim, se não trabalha, a empresa não gera riqueza, não é produtiva, logo, se não cumpre estes dois requisitos – que só por acaso, são o escopo de qualquer empresa – não pode atender ao pedido do grevista. Será isto, de difícil compreensão?

3 Comments:

Blogger João Ribeirinho Soares said...

André,
Já está claro, desde sempre que a parte da sociedade que faz greve e vota PS, PCP, BE, MOUS, MRPP, entre outros grupos terroristas não percebe o mal que as greves fazem ao nosso país! Também não percebem por exemplo porque é que empresas grandes como a PT ou a EDP com "fabulosos lucros" (cito Francisco Louçã) não os distribuem pelos trabalhadores... Não percebem por exemplo que se houver tal distribuição não há investimento logo a empresa não cresce, não cria emprego nem riqueza...

31 maio, 2007 12:18  
Blogger André Barbosa said...

O mais caricato de tudo, é que foi com um governo de esquerda, que o desemprego atingiu o valor mais alto de sempre (8,4%).

Não tenho culpa. Não votei PS

31 maio, 2007 12:30  
Blogger Diogo Alvim said...

Meu caro André,
Permite-me que discorde contigo mas a CGTP não justificou esta greve como uma reclamação de direitos dos trabalhadores mas sim como um "protesto pelas políticas de Direita do Governo" (cit. Carvalho da Silva).
Isto, meu caro, é muito precupante, porque em Democracia os protestos pelas políticas fazem-se nas urnas, não em greves. Mesmo que a greve não tenha tido muita adesão, é preocupante ver como "um protesto político" do género apela a tanta gente. Democracia em crise?

01 junho, 2007 15:18  

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