terça-feira, maio 15, 2007

CDS: Portas aponta cinco ministros que Sócrates "já devia ter substituído"

O líder centrista aponta os titulares dos ministérios da Economia, da Saúde, da Agricultura, do Ambiente e da Cultura como "ministros que não dão conta do recado e já deviam ter sido substituídos".
Em declarações à Lusa, durante uma visita que hoje fez ao mercado de Oliveira de Azeméis, disse que "em devido tempo o CDS fez essa reflexão e agora é mais difícil, tendo em conta a próxima presidência portuguesa da União Europeia".
"Fizemos em tempo essa avaliação. Agora é mais difícil...", comentou, considerando que o "atraso na substituição dos que não estão a cumprir, do ponto de vista técnico, ou político" tem consequências gravosas para o país.
"Entendo que José Sócrates já devia ter renovado o governo. Em vésperas da presidência da União Europeia, a teimosia do primeiro-ministro em não substituir ministros desgastados vai levar a que, durante demasiado tempo, o país continue a sofrer dessa pouca competência", disse.
Paulo Portas, que hoje apresenta a sua moção ao congresso do CDS, em que deverá insistir na necessidade de renovação do governo, afirma que "é preciso valorizar o trabalho e pôr a economia a funcionar, porque o crescimento económico de que o primeiro-ministro fala é escasso e tarda em chegar aos portugueses, que estão a viver pior, com menor poder de compra devido à subida dos juros e dos impostos".
Defende que o Serviço Nacional de Saúde tem de ter uma gestão organizada, sem desperdício, mas capaz de responder com competência à larga percentagem de portugueses que não tem meios de aceder às respostas privadas", explicando que "julgar que a direita quer privatizar a Saúde é resultado de uma caricatura".
No mercado de Oliveira de Azeméis, Paulo Portas foi calorosamente recebido, o que considerou "normal, por ter sido deputado municipal durante vários anos e ter cumprido", adequando o discurso conforme quem o cumprimentava.
Aos reformados foi dizendo que "foi quando chegou o governo do PS que as reformas passaram a ser sujeitas a imposto e por aí se vê quem tem coração".
A quem lamentou as várias fábricas que têm fechado na região recordou que "em campanha José Sócrates prometeu 150 mil novos postos de trabalho e se os números do desemprego não são mais altos é porque milhares de portugueses estão a trabalhar em Espanha, em sectores não qualificados".
Paulo Portas concordou com os que se queixaram de que "a vida está cada vez pior" porque "só no ano passado houve uma das maiores quebras do poder de compra, devido ao aumento das taxas de juro e dos impostos" e dizendo que se os juros têm a ver com a União Europeia, os impostos não".
Brincou com um grupo de jovens da Escola Bento Carqueja, que o convenceram a comprar uma rifa, "que custa só um euro e dá sempre prémio", respondendo que "é como os socialistas que, façam o que fizerem, dizem que sai sempre prémio".
Lusa

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