domingo, julho 22, 2007

Pronúnicia do Norte!

Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte

É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe

Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte

Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte

Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram

Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte

E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco pareceido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar

E É a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar

sexta-feira, julho 20, 2007

Ponei on tour


quarta-feira, julho 18, 2007

Juventude Popular apela à continuidade de Telmo Correia como líder parlamentar.

A Juventude Popular (JP) enviou hoje uma carta ao líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, apelando a que reconsidere a sua demissão da presidência do grupo democrata-cristão.
No entanto, deputados do CDS-PP contactados pela Lusa adiantaram que a decisão de Telmo Correia poderá ser irreversível, numa matéria que será discutida quinta-feira de manhã em reunião da bancada.
Em declarações à Lusa, o líder da JP, Pedro Moutinho, explicou o conteúdo da carta que enviou hoje a Telmo Correia.
"Escrevi-lhe a pedir que reconsidere a sua demissão. Há uma diferença clara entre o facto de os resultados de Lisboa não terem sido bons e o seu desempenho como líder parlamentar", defendeu Pedro Moutinho.
O presidente da Juventude Popular considerou que Telmo Correia "é um deputado extraordinário" e a sua continuidade à frente da bancada "não pode ser posta em causa" pelos resultados das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
"Há uma geração que se habituou a vê-lo ser um dos mais ferozes combatentes no Parlamento", acrescentou.
Nas eleições intercalares de domingo, o CDS-PP perdeu o único vereador que tinha na Câmara Municipal de Lisboa, e obteve apenas 3,7 por cento dos votos.
Na sequência dos maus resultados nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, o cabeça-de-lista Telmo Correia anunciou a demissão de todos os cargos no CDS-PP: vice-presidência do partido e liderança do grupo parlamentar.
SMA.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

segunda-feira, julho 16, 2007

Avenida Nun' Álvares


Desculpem a falta de rigor, mas será aproximadamente esta a zona por onde está pensada passar uma nova avenida, a ligar a praça do Império à Av. da Boavista.
Abro aqui a discussão:
Que vos pareçe?
Deve ser continuada até à circunvalação? Como?

segunda-feira, julho 02, 2007

OS MEUS ÍCONES ...1.1


Aqui estão elas...as famosas e polémicas TORRES DE ALCANTARA do arquitecto SIZA VIEIRA, um projecto que ficou na gaveta, porque se achou demasiado controverso que as torres fizessem frente e entrassem em confronto com a ponte 25 de abril...enfim...eu diria mais provincianismo...porque depois fazem disparates como o colombo, e estádios de futebol parecidos com casas de banho...e ai já ninguém acha que a envolvente interessa...

domingo, julho 01, 2007

Senatus Populusque Lusitanus

Temos ultimanente ouvido falar muito da nova reforma do parlamento, cujas principais características são: Redução do numero de deputados para 181, sendo 50% destes , não eleitos por círculos eleitorais, mas antes por todos os votos em geral. Segundo o PS e o PSD esta reforma serviria para melhor a imagem e a eficiencia do parlamento em relação à população bem como permitiria uma melhor representatividade das correntes politicas nacionais. Segundo os pequenos partidos (CDU, BE e CDS), esta reforma só serve para aumentar o poder do “centrão”, opinião com qual eu concordo.

Contudo o grande problema desta reforma é mais profundo: no actual quadro eleitoral cada deputado representa um determinado círculo eleitoral, sendo o somatório de todos a representação politica da população portuguesa. Com a nova reforma 50% dos deputados não representarão nenhum círculo eleitoral, tendo isto como consequências:

1) O já atrás referido fortalecimento do “centrão”.

2) O aumento do centralismo lisboeta, dado que há uma muito menor representação das terras do norte e interior tornando a frase de Junot cada vez mais actual: “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.”

3) E por fim o mais grave: Dado que estes deputados não representam nenhuma franja da população, em particular (à qual devem prestar contas) encontram-se na assembleia apenas como representantes dos partidos. Com isto a nossa Republica torna-se um pouco menos democrática e muito mais oligárquica.

LIberdade de Expressão

Contra a acusação feita pelo 1º Ministro, José Sócrates, a António Balbino Caldeira, atentando contra um dos elementares direitos de cidadania - Liberdade de Expressão
"To: Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

Como direito, o cidadão expressa de sua opinião
Ao Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva:
Sr. Presidente da República, o Sr. 1º Ministro José Sócrates, está tomando posições não dignas de alguém que detenha um tal poder de responsabilidade e cargo.
A Constituição da República Portuguesa está sendo infringida pelo próprio órgão de soberania.
Artigo 37.º
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.
Sr. Presidente da República, o estremecimento causado ao título do Sr. 1º Ministro português José Sócrates, primeiramente posto em causa pelo Sr. António Balbino Caldeira em seu blogue, não passa de um conjunto de caracteres que em conjunto se transformam em palavras e em conjunto formam textos e mensagens.
Tal apenas poderá estremecer o conceito dum facto que se diz adquirido ou manifestamente expresso. Na realidade, uma mensagem não anulará uma habilitação literária se ela de facto existir. Desta forma, uma mensagem não possui um carácter que possa ser nocivo à integridade da existência dessa mesma habilitação literária.
Assim, qualquer texto ou mensagem que ponham em dúvida um conceito de facto adquirido e manifestamente expresso, apenas poderá ter a forma de uma especulação, seja ela polémica, ridícula, ou real. Nunca essa especulação poderá pôr em causa um facto em si que seja adquirido, apenas poderá ser nociva para o conceito que o define como facto adquirido se o mesmo conceito estiver alicerçado em bases erradas e incongruentes.
Especular-se portanto, é equivalente a uma das formas de liberdade de expressão individual.
Liberdade de expressão e informação é o cerne do 37.º artigo da Constituição da República Portuguesa.
Um processo jurídico contra uma especulação apregoada de difamatória é sinónimo de abuso de poder. Provindo esse abuso de poder e essa acção processual de alguém que detenha o cargo de 1º ministro é acto a ser repreendido pelo titular do cargo hierarquicamente superior – V. Exa.
Urge-se pelas circunstâncias que os factos sejam expostos e que seja tomada uma iniciativa pela parte do Sr. Presidente da República. (Artigo 3º - Soberania e Legalidade)
Artigo 3.o(Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
O cidadão expressa de sua opinião, centralizando a problemática não exclusivamente ao caso do Sr. António Caldeira, mas em toda a presente e hipotética futura profanação aos mais elementares direitos de cidadania – Liberdade de Expressão.
Gratos por V. Atenção "
Para quem quiser assinar a petição